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TSE quer saber se intérprete de libras de Bolsonaro recebeu verba pública para live com teor eleitoral

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, determinou que a intérprete de libras que atuava nas lives semanais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Elizângela Castelo Branco, preste depoimento. A ação, ajuizada pelo PDT, investiga suposta prática de abuso de poder político pelo ex-presidente e pede a inelegibilidade dele. Bolsonaro já foi considerado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outra ação, também do PDT. A informação é do R7, parceiro nacional do Portal Correio.

Na ação na qual Elizângela será ouvida, o partido acusa Bolsonaro de usar bens públicos em proveito da própria candidatura nas eleições de 2022. O TSE quer saber se ela recebeu dinheiro público para atuar em uma transmissão de setembro do ano passado.

Na ocasião, Bolsonaro afirmou que dedicaria parte das tradicionais lives para tratar das eleições de 2022 e abriu espaço para que o então deputado federal Major Victor Hugo, candidato ao governo de Goiás, divulgasse uma carreata. O ex-presidente chegou a chamar os movimentos nas transmissões de “horário eleitoral gratuito”.

O PDT alega que Bolsonaro usou o “aparato mobiliário do Palácio da Alvorada, inclusive dos serviços da intérprete de libras, custeado pelo Erário, para a veiculação da live de cunho eleitoral” e aproveitou “de sua posição de presidente da República para atrair para a live a audiência de cidadãs e cidadãos interessados em seus atos de gestão, para depois bombardeá-los com propaganda eleitoral”.

A defesa do ex-presidente afirma que Elizângela participou da live voluntariamente, fora do horário de expediente. Os advogados dizem ainda que o aparelho celular e os equipamentos usados na transmissão eram de Bolsonaro, não da União.

Na gestão do ex-presidente, Elizângela atuou como coordenadora-geral de Política Pedagógica da Educação Bilíngue no Ministério da Educação.

Inelegibilidade de Bolsonaro

Bolsonaro foi declarado inelegível pelo TSE em 30 de junho, por 5 votos a 2, por abuso de poder político em uma reunião com embaixadores meses antes da eleição de 2022. Na prática, ele não pode se candidatar a nenhum cargo até 2030.

No encontro com diplomatas, o ex-presidente levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, sem apresentar provas, e atacou o sistema eleitoral brasileiro.

R7

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