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STJ adia julgamento do recurso do habeas corpus do padre Egídio de Carvalho no caso do Hospital Padre Zé

Foi adiado para o dia 26 de fevereiro o julgamento, na Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do recurso do habeas corpus que pede a soltura do padre Egídio de Carvalho. A mudança foi notada pelo ClickPB nesta terça-feira (16) durante consulta ao STJ.

O ClickPB observou que, inicialmente, o julgamento estava marcado para acontecer no dia 20, de maneira virtual. A mudança de data não afetou o modo de como o julgamento irá ocorrer.

Com isso, a partir das 0h do dia 26 de fevereiro, cada ministro poderá votar individualmente, sem necessidade de reunião presencial para colhimento dos votos.

Como publicado pelo ClickPB, em primeira decisão sobre o habeas corpus, no dia 28 de novembro, o ministro Teodoro Silva Santos negou a liberdade ao padre, que segue preso no Presídio Especial em João Pessoa.

No dia 4 de dezembro, como notado pelo ClickPB, o padre Egídio de Carvalho teve uma nova derrota na Justiça, quando o desembargador Ricardo Vital, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), rejeitou embargos de declaração interpostos pelos advogados do padre.

A medida dos advogados questionou a decisão monocrática do desembargador, que determinou a prisão do padre Egídio, de Amanda Duarte e Jannyne Dantas, ambas suspeitas de participação no esquema criminoso.

No dia 5 de dezembro, o ClickPB notou que a Câmara Criminal do TJPB negou um pedido feito pela defesa do padre Egídio de Carvalho para tornar nulas as buscas e apreensões feitas nos imóveis do religioso.

No dia 8 de janeiro, os advogados do padre Egídio recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar, novamente, livrar o padre da cadeia.

Os advogados alegaram que o padre Egídio não representa uma ameaça à investigação do caso Padre Zé. Eles também argumentaram que o padre tem estado de saúde delicado e não possui antecedentes criminais.

Entenda o caso Padre Zé

O escândalo no Hospital Padre Zé começou a ser divulgado após o desaparecimento de celulares e equipamentos eletrônicos doados pela Receita Federal para serem leiloados pelo hospital.

Após isso, começaram a surgir denúncias de desvio de outros recursos e o esquema criminoso, comandado pelo padre Egídio de Carvalho, então diretor do hospital, virou algo de uma investigação na Operação Indignus.

Durante as ações policiais, o padre Egídio foi afastado da direção do Hospital Padre Zé pela Arquidiocese da Paraíba. Uma nova equipe foi designada para comandar a unidade de saúde e determinou, inclusive, a realização de auditorias.

Como acompanhou o ClickPB, a Arquidiocese revelou que o padre Egídio havia contraído o valor de R$ 13 milhões em empréstimos em nome do Hospital Padre Zé e o dinheiro nunca chegou a ser aplicado na unidade de saúde.

A Operação Indignus cumpriu mandados em dez imóveis que seriam do padre Egídio, dentre eles uma granja na cidade de Conde e apartamentos em prédios de luxo na orla de João Pessoa.

Como trouxe o ClickPB, nos locais, os investigadores encontraram itens de luxo e ostentação. Os imóveis eram equipados com lustres e projetos de iluminação requintados.

Também chamou atenção que na granja havia móveis rústicos de madeira avaliados em R$ 3 milhões, além de 30 cães da raça Lulu da Pomerânia. Uma pesquisa do ClickPB revelou que um cão desta raça pode ser comercializado por até R$ 10 mil.

O padre Egídio de Carvalho, além de Amanda Duarte e Jannyne Dantas, ambas apontadas como envolvidas no esquema, foram presos no dia 17 de novembro.

Após audiência de custódia, o padre foi encaminhado ao Presídio Especial em João Pessoa, Amanda Duarte está em prisão domiciliar, por estar amamentando um bebê de quatro meses, e Jannyne Dantas foi levada ao presídio feminino Júlia Maranhão, também na Capital.

Em tentativa de colocar o religioso em liberdade, os advogados do padre Egídio entraram com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas a medida foi negada pelo ministro Teodoro da Silva Santos.

Click PB

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