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Preso, acusado de ataque a ônibus confessa crime; polícia busca mais suspeitos

As polícias Civil e Federal trabalham para saber o que motivou a quadrilha a incendiar um ônibus no dia 18 de julho no bairro Padre Zé, em João Pessoa. O condutor do coletivo chegou a ser socorrido, mas depois de passar 11 dias internado no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, na Capital, não resistiu e morreu.

Ontem, a Justiça decretou a prisão de Antônio Gomes, apontado como motorista do carro usado no crime. Gomes tinha sido detido na sexta-feira (29), mas chegou a ser colocado em liberdade.

O delegado Guilherme Torres, da Polícia Federal, informou que a investigação quer saber quem são os outros envolvidos no crime. Segundo o secretário de Segurança, Jean Nunes, por causa do sigilo, não é possível dar mais detalhes sobre o processo.

“Esse é um procedimento feito com muita cautela, mas muito robusto. Tivemos apreensão do veículo usado no crime, do galão que guardou o combustível, a confissão do acusado e os outros elementos, que por conta do sigilo não podemos adiantar”, adiantou.

Prisão do suspeito 

O motorista de transporte alternativo, Antônio Gomes da Silva, acusado de incendiar um ônibus de transporte coletivo no bairro Padre Zé, em João Pessoa, foi preso novamente nesse domingo (30) em sua residência, no município de Bayeux. Ele tinha sido colocado em liberdade pela Justiça no último sábado durante audiência de custódia.

Com a morte do motorista, a Justiça expediu mandado de prisão contra Antônio Gomes da Silva. O mandado foi cumprido por policiais militares e a prisão foi decretada pela juíza Higyna Josita Simões de Almeida, que havia concedido liberdade a Antonio na audiência de custódia.

“Junte-se a isso o fato de que, além da morte do motorista e das lesões sofridas pelas passageiras, ainda, existem indícios de ter o representado participado do crime de incêndio em veículo de transporte público, atentando contra o funcionamento do serviço público em questão, o que também se mostra uma conduta extremamente grave, a justificar a prisão” destacou a magistrada, ao decretar a prisão preventiva, nesse domingo (30), para salvaguarda do bem jurídico da ordem pública e garantia da instrução criminal, tutelado pelo artigo 312, caput, do Código de Processo Penal (CPP).

A magistrada ainda informou que, diante da colheita de novas provas que revelam indícios de materialidade e autoria do investigado no crime, se tem o novo pedido de cerceamento da liberdade de Antônio Gomes da Silva, dada nova análise sobre os requisitos e fundamentos da prisão preventiva do representado.

Segundo a juíza, as condutas criminais, em tese praticadas pelo acusado, têm penas privativas de liberdade superiores a quatro anos, o que atende ao disposto no artigo 313, I, do CPP. “Necessário que se diga que nenhuma das medidas cautelares diversas da prisão têm o condão, ainda que aplicadas todas em conjunto, de formar presunção de proteção suficiente ao bem jurídico da ordem pública, tendo em vista que se solto estiver”, complementou.

MaisPB

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