Pastores são investigados por desvios de pelo menos R$ 3 milhões em dízimo de fiéis da Igreja Universal

Um grupo de 12 ex-pastores da Igreja Universal do Reino de Deus no Distrito Federal (DF) é acusado pela instituição de desviar pelo menos R$ 3 milhões em dízimos recebidos dos fiéis. A suspeita é que o grupo tenha sido utilizar para a compra de imóveis de luxo em nome do seu líder e tenha ligação com o esquema de pirâmide financeira do chamado “Faraó dos Bitcoins”. As informações são do portal Metrópoles.

A denúncia é investigada pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Ogranizado (Decor) da Polícia Cívil do DF. A suspeita da Igreja é que o grupo, liderado pelo ex-pastor Nei Carlos dos Santos, teria desviado o dinheiro, criado empresas de fachada e lavado os recursos obtidos através dos desvios.

Segundo as investigações, Santos e os outros 11 religiosos também teriam ligação com o ex-garçom Glaidson Acácio dos Santos, conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, preso pela Polícia Federal (PF) em agosto deste ano. A PF acredita que as movimentações bilionárias feitas pelo Faraó teriam começado com o desvio de ofertas dos fiéis da Universal, supostamente facilitadas por Nei.

Em 2020, mesmo recebendo um salário de R$ 2,9 mil, Nei comprou um apartamento avaliado em R$ 2,6 milhões em uma área nobre de Brasília, que é pago em parcelas mensais de R$ 87,7 mil.

O portal teve acesso a documentos que indicam a prática de delitos como organização criminosa, apropriação indébita e lavagem de dinheiro. A Universal acionou as autoridades policiais ao tomar conhecimento do acontecido e demitiu os 12 suspeitos.

São eles: Nei Carlos, Alexandre Souza, Julio Turcato, Loran Pereira de Sousa, Ramon Portela, Welison Fernandes Pereira, Wesley Macedo, Carlos Alexandre de Oliveira, Cosme da Costa, Dayvid Jasino, Marcelo Eisenhower Neiva e Wanderson de Souza.

O Metrópoles buscou contato com a Igreja Universal, que se manifestou, alegando que o processo corre em segredo de Justiça. O portal também tentou contato com Nei Santos, mas também não houve manifestação. Os demais 11 pastores investigados não foram localizados.

Fonte: Polêmica PB

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