Na Paraíba, Sérgio Moro diz que foi sabotado por Bolsonaro, defende fim do foro privilegiado e da reeleição presidencial

O ex-juiz e ex-Ministro da Justiça Sergio Moro (Podemos), pré-candidato a presidente da República, iniciou sua pré-campanha eleitoral no Nordeste pela Paraíba. Ele desembarcou ontem (5), em João Pessoa, a convite do deputado Federal Julian Lemos (PSL), para celebração do aniversário do parlamentar.

Na tarde desta quinta-feira (6), o presidenciável concedeu entrevista exclusiva ao programa Correio Debate, da rádio Correio FM, onde declarou que busca ser opção diante do atual cenário de polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT), ocupando o espaço da terceira via na corrida presidencial.

“Nós não temos aqui bolsonaristas ou petistas. Somos todos brasileiros e brasileiras. As pessoas querem ver o país progredir e ter uma vida melhor para elas e para os seus filhos, e um futuro para os filhos dos seus filhos. A ideia é romper essa polarização que acaba deixando o debate pobre”, afirmou.

Sérgio Moro fez duras críticas ao atual presidente e declarou que foi sabotado por Bolsonaro em sua luta contra a corrupção, quando estava a frente do Ministério da Justiça. Segundo o ex-ministro, o chefe do executivo pediu que sua família não fosse investigada, o que teria estremecido a relação entre as duas autoridades.

“Nesses dias ele (Jair Bolsonaro) reclamou de mim, que eu não defendi a família dele de investigações. Como é que eu vou proteger alguém de investigações? Não é da minha natureza”, disse Moro.

Fim do foro privilegiado e reeleição

Para fortalecer o combate à corrupção, principal bandeira de Sérgio Moro, o pré-candidato defende uma ampla reforma judiciária, incluindo o fim do foro privilegiado no país. Ele também propõe o fim da reeleição para presidente da República.

“Eu convidei um grupo de juristas para elaborar várias propostas na área de Reforma do Judiciário. Você precisa ter um judiciário mais eficiente e menos custoso. A gente precisa construir uma República, e isso passa pela eliminação de vários privilégios. A gente tem esse ‘instituto’ que é o foro privilegiado. Se a pessoa é uma autoridade, se a pessoa é um político, se ela comete algum crime, ao invés de responder num juiz de primeira instância, como todo mundo, ela responde lá no STF. É um privilégio, isso é inaceitável. É você dizer que o político é melhor que o cidadão comum. Não é, ambos são iguais”, afirmou.

E concluiu: “A proposta é acabar com o foro privilegiado, é acabar com a reeleição para presidente da República”, destacou o pré-candidato Sérgio Moro.

Da redação/ Com Wscom PB

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