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Lula cobra Haddad e diz que ministro tem que dialogar com Congresso ‘em vez de ler livro’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou nesta segunda-feira (22) maior articulação dos ministros com o Legislativo. Em evento no Palácio do Planalto, o petista declarou que o titular da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, têm que “conversar mais”.

“O [Geraldo] Alckmin tem que ser mais ágil, tem que conversar mais. O Fernando Haddad tem que, em vez de ler um livro, perder algumas horas conversando no Senado e na Câmara. O Wellington [Dias], o Rui Costa [ministro da Casa Civil], passar maior parte do tempo conversando com bancada A, com bancada B”, afirmou Lula, durante lançamento de programa de crédito.

Depois da declaração, o presidente incluiu na agenda desta segunda (22) uma reunião com Rui Costa e Haddad, no fim da tarde.

Elogios de Lula

Na semana retrasada, Lula exaltou o trabalho de articulação política de Haddad com o Congresso Nacional para aprovar a reforma tributária, em dezembro de 2023.

“Haddad é uma daquelas pessoas que faz diferença no nosso governo. Ele tem muita paciência. Nunca conheci um ministro da Fazenda que tivesse tanta disposição para conversar com o Congresso como Haddad, que conversa até 2h, 3h da manhã. Fazer uma reforma tributária quando o partido do presidente só tem 70 deputados, e todos nós [base aliada do governo] juntos só temos 12 senadores, vocês vão descobrir que é um verdadeiro milagre. Haddad merece homenagem”, elogiou.

Na mesma ocasião, Lula agradeceu o trabalho desempenhado pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, responsável pelas articulações políticas do Executivo com o Legislativo. Dias antes, Padilha tinha sido criticado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para quem o ministro é um “desafeto pessoal” e “incompetente”.

“Quero agradecer o companheiro Padilha, que está em um cargo que parece ser o melhor do mundo nos primeiros seis meses e depois começa a ser um cargo muito difícil. É como um casamento, nos primeiros seis meses é tudo maravilhoso, não sabe os defeitos da companheira, porque a gente está se conhecendo. Mas aí chega um momento que começa a cobrar. Padilha está na fase da cobrança. É o tipo de ministério que a gente troca a cada seis meses, para que o novo faça novas promessas. Mas, só de teimosia, Padilha vai ficar muito tempo, porque não tem ninguém melhor preparado para lidar com a diversidade do Congresso. A gente deixa de ser unanimidade quando a gente começa a ter divergências, mas a vida é assim. Quero dizer do meu reconhecimento pelo trabalho que você faz, que é muito difícil”, declarou Lula.

Fonte: R7

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