Em Sapé: Ministério Público rouba a cena e quer trocar mulher mais votada da história por candidato derrotado

Verdadeiramente a cidade de Sapé tem vivido nos últimos dias várias experiências que colocam a cidade em destaque estadual. Foi visto por toda a Paraíba uma disputa entre o poder legislativo e o executivo que provocou desde fugida de vereador que foi noticiado como sequestrado a ameaça de paralização da cidade por falta de crédito suplementar.

A mais nova da cidade de Sapé envolve o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral da 4ª Zona. A cidade amanheceu com uma notícia trazida a Paraíba no Programa de Samuka Duarte, na Rádio Arapuã FM pelo advogado Ilton Souto Maior, a qual dizia que havia saído um parecer do Ministério Público Eleitoral pedindo a anulação da chapa de vereadores do partido CIDADANIA na cidade de Sapé, haja vista, ter acusação de que algumas candidatas na eleição de 2020 haviam sido laranjas.

Ocorre que, no município de Sapé, respondem pelas mesmas acusações os partidos do CIDADANIA e PSDB, que ambos, elegeram 2 vereadores na última eleição. Para entender melhor a situação, caso seja sentenciado pela procedência do pedido dos candidatos derrotados ao cargo de vereadores, os senhores Zé Carneiro e Wilson Cavalcante, a justiça eleitoral irá retirar o mandato de uma mulher e dar para um homem, usando a Lei que tem como objetivo garantir a participação feminina na Política.

E o mais interessante na história é que a vereadora Teresinha do Peixe, que foi eleita pelo partido Cidadania, foi a vereadora mais votada no pleito de 2020, sendo a mulher mais votada ao cargo de vereadora da história política de Sapé e que se perder o cargo de vereadora, será para um homem que se quer teve metade dos votos que a vereadora obteve na última eleição.

Não para ainda os fatos estranhos que ocorre em Sapé… Caso as ações judiciais contra o Cidadania e PSDB sejam procedentes, serão 4 (quatro) o número de vereadores que irão perder o mandato, sendo um dos beneficiários o Vereador Alexandre Kenedy, que foi candidato ao cargo de vereador sem os direitos políticos, sem filiação partidária, que é preceito constitucional para poder se candidatar a cargo eletivo no Brasil, e com a anuência do MP, haja vista não ter sofrido qualquer ação por parte do Ministério Público Eleitoral, ter tido o DRAP deferido, ter eleito suplente de vereador e estar exercendo o cargo de vereador, sem sofrer nenhuma sanção, principalmente por parte do Ministério Público Eleitoral que proferiu um parecer favorável para retirar o mandato de uma mulher para dar para um homem, sob o argumento de garantir a participação feminina na eleição.

Conforme está contido na página 07 do parecer Ministerial: “A cota de gênero prevista no artigo acima mencionado, estabeleceu uma política pública visando o engajamento feminino na política não apenas pela participação no pleito como apoiadoras, mas efetivamente como candidatas. Não se deseja a mera participação formal, mas a efetiva, por meio de candidaturas minimamente viáveis de pessoas interessadas em disputar uma vaga”.

Como se pode ver, em Sapé, quase tudo é possível!

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