Saúde

Dores na lombar: saiba quando problema se torna crônico e conheça formas de tratamento

Má postura, sedentarismo, praticar exercícios de forma incorreta e até usar salto alto com frequência são apenas alguns hábitos que podem favorecer o surgimento de lombalgia (dores na lombar). As causas são variadas e o problema é mais comum do que se imagina. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 83% da população mundial já sofreu com lombalgia. No Brasil, seis em cada dez pessoas já relataram sintomas.

Localizada na parte inferior das costas, entre a caixa torácica e a bacia, a lombar é formada pelas cinco maiores vértebras da coluna e é responsável pelo suporte aos movimentos e ao peso do nosso corpo. Ela possui muitas terminações nervosas e, por isso, dores na região são tão incômodas.

As dores na lombar são causadas por lesões ou inflamações na região. O problema pode ser agudo, com duração de poucas semanas, ou crônico, com persistência dos sintomas por mais de três meses.

O médico Humberto Arcoverde, especialista no tratamento da dor, explica que as lombalgias crônicas podem ser tratadas de diversas formas e, na maioria das vezes, não são necessárias intervenções cirúrgicas.

“O primeiro passo é descobrir se o paciente tem dor apenas na lombar ou se a dor é irradiada, ou seja, se ela se estende para os membros inferiores. Essa irradiação pode ser lateral ou bilateral, dependendo do tipo de lesão. O diagnóstico é feito a partir de exames clínicos e testes de movimentação, além de ressonância magnética”, explica.

Conforme o especialista, as dores localizadas podem ser tratadas com aplicações de medicamentos e ‘choquinhos’ na região afetada. “Se a dor for apenas na articulação, nós fazemos o bloqueio do ramo médio. Trata-se da aplicação de medicação com agulhas bem finas. O efeito desse procedimento é de aproximadamente sete dias. Depois desse período, a gente faz uma modulação neuronal, que é um ‘choquinho’ que desliga a parte sensitiva do nervo”, diz.

No caso das dores irradiadas, o tratamento é um pouco mais complexo. Humberto Arcoverde destaca que só é possível indicar a melhor alternativa terapêutica mediante avaliação detalhada de um profissional. “No caso das dores irradiadas para a perna, é necessário um outro tipo de tratamento, focado na injeção de medicação direto na raiz nervosa. Por isso, o exame físico é muito importante para definição do tipo de conduta mais adequada para cada paciente”, orienta o médico da dor.

Jornal da Paraíba

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