Clubhouse: Nova rede social em ascendência no mundo

Print da tela do Aplicativo ClubHouse

O mundo das redes sociais vem fazendo sucesso em nichos como o empreendedorismo tecnológico e o mercado financeiro: o Clubhouse, focado exclusivamente em conversas por áudio. Criado há menos de um ano, o aplicativo já é avaliado em US$ 1 bilhão e tem 6 milhões de usuários.

Só é possível entrar por convite de alguém que já está usando o Clubhouse. Os usuários acessam salas e podem ou falar ou apenas ouvir conversas de outras pessoas. Não há curtidas, compartilhamentos ou textos. As conversas também não são gravadas ou transcritas.

Empreendedores de tecnologia como Elon Musk e Mark Zuckerberg já fizeram reuniões por meio do Clubhouse. Ao entrar na rede, o usuário escolhe seus interesses – inclusive em temas como startups e venture capital – e vê salas sobre os tópicos pré-selecionados.

Conhecimento, tecnologia e networking

“O que mais me surpreende é a acessibilidade e o alto nível das conversas, que não param durante a madrugada ou nos finais de semana”, diz Julia Lopes, fundadora da startup SáudeMob, que usa o Clubhouse há uma semana. “Tenho trocado aprendizados com outros empreendedores, ouvido referências no mercado de saúde e criado salas que discutem as dores dos meus clientes.”

Além de empreendedores e investidores, o Clubhouse também pode ser uma boa ferramenta para corporações de olho em inovações. “Nós estamos conversando com outras grandes empresas e com startups de saúde. Descobri uns dois ou três negócios que entraram para o nosso topo de funil”, diz Thiago Julio, gerente de inovação aberta da Dasa e curador da vertical de healthtech no Cubo Itaú. Julio usa o Clubhouse há uma semana.

Resolvidas as barreiras de acesso, outros desafios serão garantir que seus usuários entendam a rede social façam uso constante dela. “O risco que o Clubhouse corre no Brasil é o mesmo que vimos anteriormente com o Twitter: as pessoas precisam usar cada rede corretamente”, alerta Julia. “O Twitter foi uma rede pouco utilizada pelos brasileiros por muito tempo, mais voltada para check-ins em aeroportos e restaurantes. Ninguém sabia muito bem como se comunicar por lá, o que é bem parecido hoje com o Clubhouse. Usamos o Twitter muito bem atualmente, expondo opiniões com poucas palavras sobre temas em alta, atingindo muitas pessoas em pouco tempo. Passada essa euforia inicial, veremos a profundidade e o engajamento real do Clubhouse.”

Um último desafio é lidar com a saturação de redes sociais. Facebook, Twitter, Telegram, Instagram, TikTok, Pinterest e muito mais: existem diversos players tentando abocanhar o tempo escasso do usuário. Dentro do ecossistema de empreendedorismo, pelo menos, o Clubhouse conseguiu despertar um primeiro interesse.

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