Alckmin surpreende dirigentes sindicais ao admitir cenário como vice de Lula em 2022

Em reunião nesta segunda-feira (29) com dirigentes de centrais sindicais, em São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) surpreendeu os presentes ao admitir a possibilidade de mudar de planos e ser candidato a vice do ex-presidente Lula (PT).

A reunião foi pedida pelos presidentes da Força Sindical, UGT, CTB e também contou com representantes da Nova Central. Em uma longa fala, Alckmin tratou do cenário internacional e das questões do país, mas não falou da disputa no estado de São Paulo.

“Preparei-me novamente para ser governador do estado. Surgiu a hipótese federal. Os desafios são grandes, mas esta é uma hipótese que caminha”, disse Alckmin, segundo relatos de sindicalistas ouvidos pelo blog.

Ex-governador Geraldo Alckmin em reunião com lideranças sindicais, em São Paulo — Foto: Divulgação

Ao final do encontro, em conversa com um grupo menor, Alckmin foi questionado sobre se teria planos de deixar o PSDB e, se sim, para qual partido iria.

O político respondeu que, “se for candidato a governador, iria para o PSD, porque daria para fazer uma composição com o PSB”. Nesse cenário, o ex-governador Márcio França (PSB) entraria na chapa como vice, repetindo a dobradinha de 2014.

Na sequência, Alckmin foi mais direto sobre o cenário nacional. “Se eu for para a disputa presidencial, vou para o PSB. E o França, para governador”, declarou.

O ex-governador de SP ouviu dos dirigentes sindicais que, por ser relativamente jovem, teria espaço como vice para disputar a cadeira presidencial em 2026. Isso, em um cenário no qual Lula fosse eleito no próximo ano, mas não disputasse a reeleição em seguida.

Sobre isso, Alckmin afirmou que, como vice de Lula, precisaria ter um papel importante em um eventual governo do petista. Deixou claro que não gostaria de ser um vice sem funções.

O encontro foi pedido pelos sindicalistas na última sexta (26), diante das especulações de que Alckmin poderia compor a chapa do ex-presidente Lula. O ex-governador marcou a conversa, imediatamente, para esta segunda.

Na reunião, Alckmin ouviu dos dirigentes sindicais que terá o apoio das entidades – seja na disputa pelo governo de São Paulo ou na aliança com o PT para tentar o Palácio do Planalto.

Fonte: G1

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